sábado, 1 de maio de 2021

Passeio em família no feriado de 1º de Maio (2/3) - Benedito Novo e Dr. Pedrinho

Continuando nosso passeio... Seguimos em direção à Benedito Novo


Passamos pela Praça das Bandeiras e só paramos para fazer um registro, pois queríamos chegar logo às cachoeiras...


A Praça das Bandeiras é muito utilizada por famílias, pois nesta praça pode-se desfrutar do sossego ao ar livre para ler um bom livro, deixar as crianças brincando no parquinho, e fazer uma leve caminhada. Um excelente espaço para lazer no centro da cidade. A Praça das Bandeiras é parte integrante do nicho ecológico, possui a escultura de um peixe, que identifica a história do município. 

Um pouco da história:

Em 2009 os municípios que compõem o Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí (Cimvi), gestão de Turismo, que são: Ascurra, Apiúna, Benedito Novo, Doutor Pedrinho, Indaial, Pomerode, Rio Dos Cedros, Rodeio e Timbó, tinham que escolher um “nicho ecológico” para instalar na cidade. “O nicho que mais tinha a ver com nossa cidade era o peixe, havia borboleta, pássaro, aranha, enfim e também cada município teria que ter a sua Praça das Bandeiras, sendo assim com a aquisição da área para implantar a praça, a Administração Municipal resolveu instalar as bandeiras e o nicho, no mesmo local”. A implantação dessas esculturas faz parte de um dos projetos do Cimvi que visa a valorização do Meio Ambiente. “Essa ação é determinante para que possamos nos diferenciar dos demais produtos turísticos através da pródiga beleza e dos seus atrativos”, buscou-se informações da fauna e flora e com elas criou-se um projeto que fracionou as informações em obras de arte, monumentos que estarão sendo implantados em locais públicos, de cada uma das nove cidades que pertencem ao CIMVI e poderão ser apreciadas pela comunidade local, regional e turística. “Nas reuniões definiu-se que o nicho seria a fauna e a flora, então cada município, através do Conselho Regional de Turismo escolheu o foco da sua escultura, ou seja, em Apiúna será implantada uma escultura de Fósseis; em Ascurra, de Aves; em Benedito Novo foi a de Peixes que é uma referência ao nome da cidade, por conta da quantidade de peixes nele, em outros tempos; em Doutor Pedrinho, de Água; em Indaial, da Evolução do Homem; em Pomerode, de Mamífero; em Rio dos Cedros, de Insetos; em Rodeio, de Flores e em Timbó foi implanta a escultura de Fritz Müller”, assim sendo este trabalho agrega mais informação turística aos visitantes.


Ao lado do Rio Benedito, fizemos uma parada no Mirante CEESAM, empresa que faz o abastecimento elétrico da região. Sinceramente, eu não achei nada muito interessante...




Mas meu marido, desceu e foi explorar...


Bem em frente ao mirante, existe uma casa histórica muito linda... isso sim eu achei interessante. 

Trata-se da Casa Hennich


Edificação enxaimel, com detalhe para a fachada frontal que utiliza-se tijolos de tonalidades diferentes. Baldrames de concreto, esquadrias novas (mesmo modelo das antigas) cor alterada e internamente modificada. Sótão com 3 quartos, divisórias de madeira. Na sala assoalho original estreito claro e escuro, na cozinha piso lajota, forro novo. Cobertura diferenciada, com uma água furtada central ladeada por dois adornos de tijolos em forma de triângulo, que embutem a cobertura. Sua implantação está as margens da rodovia e não possui ranchos. 


Dados Históricos: A edificação está neste local há 80 anos, pertencia a Huldrich Rutz (avô do proprietário). Ficou muitos anos abandonada, posteriormente a sala foi usada para envernizar móveis.  Estima-se que foi construída no ano de1927.


Seguimos para o Salto Donner... 


A entrada de acesso a cachoeira ficas às margens das rodovia, um pouco antes do Portal da cidade de Dr. Pedrinho. A estrada é estreita mas bem cuidada e no local há uma pequena área para estacionar.




Localizada no Bairro Salto Donner, a bela Cascata possui 25 metros de queda d'água e um Mirante, que nos proporciona uma visão panorâmica da Cascata, sendo o local de parada de muitos visitantes que passam pela cidade.












Aí a pessoa encontra um pé de tangerina...








Retornamos à rodovia para acessar o mirante que fica anexo ao portal da cidade...






Bem, registros feitos... fomos procurar um locar para almoçar. 

A cidade é bem pequena e há poucas opções, mas encontramos uma lanchonete que servia almoço. Hummm aquela comidinha caseira... perfeito!








Todos alimentados, seguimos para mais um recanto em meio a natureza...  Cachoeira Negherbon


Quando você coloca o local no Google Maps, ele manda atravessar a ponte e seguir em frente por mais uns metros. Mas pode-se parar aqui na placa de identificação mesmo. Há local para deixar o carro nas laterais da rua. Já daqui se vê uma laje de pedra onde o Rio Forcação segue...

















As pedras tem uma formação bem diferente... esse efeito é causado por erosão fluvial. Achei muito interessante, pois já tinha visto em outras pedras, mas aqui haviam muitos destes buracos. Então fui pesquisar:

Esses "buracos" são chamados de  'caldeirões', 'marmitas de gigante' ou 'marmitas turbilhonares',  que são depressões arredondadas, com dimensões bastante variáveis, existentes no leito rochoso de alguns rios, no fundo das quais se encontram seixos e areias. Ou seja, é uma formação causada por um redemoinho que vai formando um buraco, causado principalmente pelo movimento circular de pequenos sedimentos no rio.

"As marmitas parecem ter origem em irregularidades existentes nos leitos rochosos dos rios. Estas irregularidades retêm nas suas proximidades alguns seixos. A acumulação de seixos vai provocar um movimento turbilhonar da água e consequentemente um movimento circular das partículas. Pouco a pouco, devido ao atrito, as partículas vão escavando depressões mais ou menos circulares, no leito do rios, dentro das quais ficam aprisionadas. Com o decorrer do tempo, as depressões aumentam de dimensões e os seixos que estão no seu interior tendem a ficar esféricos. Apesar de existirem marmitas com vários metros de diâmetro e profundidade, as mais frequentes possuem dimensões na ordem dos decímetros."



Depois de conhecer essa área, seguimos uma trilha pelo pasto ao lado do rio que nos leva a Cachoeira Negherbon...





É uma trilha curta e de fácil acesso...











Hora do registro da família...





O lugar é M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O 😍













Não dá vontade de sair daqui, o campo é repleto de borboletas 😍😍😍











Saí daqui meio contrariada, ficaria até anoitecer... mas temos mas um lugar para conhecer...


Até o próximo post!


Por Paty Pilonetto






Passeio em família no feriado de 1º de Maio (1/3) - Timbó

 Olá pessoal,

Aproveitamos o sábado de feriado para fazer um passeio pela região...


Saímos de casa logo após o café da manhã e seguimos sentido Pomerode. Começamos nosso passeio por Timbó...


A cidade foi fundada por Frederico Donner, imigrante alemão, em 12 de outubro de 1869; data em que construiu sua moradia e a primeira casa comercial às margens do rio Benedito. Logo chegaram outras famílias alemãs. Nos anos seguintes vieram também os imigrantes italianos, cujos descendentes atualmente correspondem à metade da população. As primeiras famílias se estabeleceram na região rural e a agricultura era basicamente de subsistência. No turismo Timbó destaca-se pelas belíssimas paisagens naturais e atividades de lazer como Parque Central, Morro Azul, Jardim Botânico, Complexo Turístico Jardim do Imigrante, Museu do Imigrante, Circuito Vale Europeu, Museu da Música e a Casa do Poeta Lindolf Bell.


Começamos nosso passeio pelo Complexo Turístico Jardim do Imigrante, onde temos uma linda vista da represa do rio Benedito - que foi construída por imigrantes alemães no século 19 -  e da Ponte da Thapyoka, um dos atrativos mais tradicionais da cidade de Timbó, alvo de inúmeras fotografias, sempre presente em concursos fotográficos e é um dos cartões postais da cidade.


Localizada bem no centro da cidade a ponte da Thapyoka permite maior visualização do rio e da represa, o que atrai muitos turistas e também moradores da cidade que procuram por sossego e belas fotos. 







Atravessamos a ponte para ter uma visão mais ampla e conhecer a antiga roda d'água da antiga fecularia...





Uma passadinha na praça...




Daqui, seguimos para outro atrativo turístico da cidade. Afinal, tendo uma musicista em casa, não poderia deixar de conhecer esse lugar...


O Museu da Música foi inaugurado no dia 19 de setembro de 2004, está instalado no antigo Salão Hammermeister que foi construído no início do século XX por imigrantes alemães, unicamente com a função de salão de bailes e está situado em local privilegiado e cercado por paisagens rurais. 



A técnica construtiva mais marcante do edifício é a de alvenaria autoportante de tijolos aparentes e o fantástico efeito produzido pelos tijolos de tonalidade clara e escura, que se intercalam formando desenhos geométricos. Tombado pelo patrimônio histórico através do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e pensando na preservação do bem cultural, o imóvel foi adquirido pela Prefeitura Municipal.


Além deste surpreendente patrimônio cultural, no Museu você encontra um acervo de mais de 1.000 peças, que vão desde instrumentos musicais dos mais variados tipos e épocas, até coleções de gravuras, métodos, partituras, livros e desenhos técnicos.






Sophie registrando tudo...





O Museu possui um centro de documentação responsável pela catalogação e salvaguarda de todas as peças do seu acervo, que incluem os instrumentos musicais e seus acessórios, livros, partituras, métodos e desenhos técnicos. No Centro de Documentação é feito desde o registro até a disseminação da informação sobre o acervo, contribuindo para a geração de conhecimento e a preservação da memória.






Sophie apreciando os violinos e como são feitos...





O museu também com com um laboratório de restauração onde são recuperadas peças danificadas pelo tempo. Ali são feitas feitas desde a higienização até a recuperação dos objetos. No laboratório, além do restauro, busca-se também interromper processos de deterioração das peças.














Uma vez por mês, no terceiro domingo, realiza-se o "Café Musical", uma apresentação com diversos estilos de música de cerca de uma hora de duração acompanhada de um delicioso café gratuito. Início às 9h:30min.



O Museu da Música fica localizado na  Rua Edmundo Bell, s/n, esquina com a SC-477, Dona Clara.
Fone: (47) 3399-0418.

Entrada: R$ 2,00 por pessoa.









Daqui seguimos pela 477, sentido Benedito Novo... a aventura continua!



Até o próximo post


Por Paty Pilonetto