quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Argentina em Família - 9° dia

De El Bolson  à Puelches

Olá pessoal!

Na noite anterior providenciamos suprimentos para nosso café da manhã. Depois de tudo resolvido, hora de pegar estrada de novo...





Não estava nos planos passar por Bariloche, mas depois de insistir um pouquinho com o marido, resolvemos dar um pulinho para que as crianças conhecessem.


Eu e o Aires já passamos por aqui e, coincidentemente, quase que na mesma época. Passamos a virada do ano anterior em Bariloche.


Fizemos uma parada na praça central para fazer umas fotos e depois uma paradinha rápida em uma loja de chocolates. 




E foi isso... bem rapidinho mesmo... Vamos seguir!

Trecho entre Barilhoce e Villa el Chocón




Valle Encantado

A 62 km de San Carlos de Bariloche, às margens do rio Limay, está o Valle Encantado, um lugar que tem uma magia especial. Cercado por montanhas e formações rochosas que, dando asas à imaginação, ganham vida no olhar do observador. 





O Vale é repleto de colinas e formações rochosas de origem vulcânica, que dão origem ao seu nome, pois, olhando de perto, lembram castelos, catedrais góticas, leões, etc. "O dedo de Deus", "El Centinela del Valle" ou "La Montura Chilena" são alguns dos nomes popularmente recebidos por estas formações.



A combinação de estepe e floresta andina patagônica dá origem a uma vegetação variada, de ciprestes a salgueiros e choupos às margens do rio Limay, conferindo à paisagem uma variedade de texturas e cores que contrastam com o azul turquesa profundo do rio.






O Valle Encantado é o lugar ideal para quem busca um contato íntimo com a natureza. A majestade do condor andino e uma grande variedade de animais em seu habitat natural, como veados, guanacos, raposas, fazem deste lugar "encantado" um passeio inesquecível.


Na mesma viagem do ano anterior, passamos em Villa El Chocón e também decidimos parar para que as crianças conhecessem um outro museu de dinossauro, não tão grande quanto o MEF, mas com seu devido valor histórico.



Esta tranquila vila está localizada ao leste da província de Neuquén, no departamento Confluência e dentro da região turística denominada "Estepe dos Dinossauros". Situada a 80 km da capital neuquina, foi construída sobre a margem oeste da Represa Ezequiel Ramos Mejía, que constitui um oásis formado por uma paisagem de mesetas típicas do relevo do deserto patagônico.


A localidade surgiu a partir da construção da represa hidroelétrica sobre o rio Limay que gerou uma represa de uma superfície de 816 km2. A planta urbana foi construída pela empresa Hidronor S.A., há uns vinte e cinco anos aproximadamente, o que necessitou grandes investimentos de material e tecnologia. A partir da construção destas obras se produziram importantes mudanças na fisionomia regional, e descobriu-se em seu entorno uma região rica em restos fósseis, árvores petrificadas, restos e marcas ou pegadas de dinossauros, que constituem hoje o mais importante atrativo. A criação da vila necessitou de um cuidadoso planejamento arquitetônico, com um intenso reflorestamento de suas ruas e arborização dos lugares públicos, logrando um microclima e paisagem muito agradáveis para a vida urbana. Atualmente possui uns 2.000 habitantes.
"O solo de arenisco vermelho da Villa El Chocón e as costas da represa Ezequiel Ramos Mejía são ricos em fósseis, o que fez com que a localidade ficasse conhecida como “O vale dos dinossauros”. Uma das descobertas mais importantes da região foram os restos fósseis do maior carnívoro do mundo, o Giganotosaurus Carolinii, encontrado em 1993 por Rubén Carolini, um aficionado à paleontologia. Além disso, existem restos de dinossauros menores, pegadas de três metros de comprimento e o bosque petrificado, também encontrados por Carolini. Atualmente este patrimônio está protegido por cientistas e pesquisadores, que realizaram obras de conservação e reprodução de fósseis, muitos destes expostos no Museu Municipal Paleontológico Ernesto Bachmann."

Em Villa El Chocón e seus arredores a pré-história surge em cada canto de sua terra. Uma manifestação dela está constituída pelas pegadas ou marcas de dinossauros herbívoros e carnívoros, que datam de cerca de uns 97 milhões de anos, encontradas sobre a costa do lago. Ali se encontra um museu de sítio para protegê-las e interpretá-las. O Vale dos Dinossauros constitui um grande atrativo que a natureza quer que você e sua família conheçam.







Museu Municipal Paleontológico Ernesto Bachmann - MEB





Giganotosaurus Carolinii





De volta à estrada...


Chegamos a uma "minúscula" cidade chamada de Puelches: 1 posto de gasolina, 1 mercadinho, 1 hotel (que mais parecia uma pensão), mas foi o que encontramos aqui no meio do nada!


Até a próxima!


Por Patricia Pilonetto

Ingresso MEB: $ 30 pesos argentinos p/pessoa

Pernoite em Puelches: Hospedaje La Estrela - $ 800 pesos argentinos, s/ café da manhã
Total percorrido: 840 Km



quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Argentina em Família - 8° dia

De Paso de Indios  à El Bolson

Olá pessoal!

Como não havia café no local, nos adiantamos e compramos umas coisinhas para o café no dia anterior. Eu tinha levado um espécie de "kit camping" junto, para poder esquentar água, talheres, pratos, copos, etc. - então não tivemos maiores dificuldades para nos virar. De volta à estrada!




Alguns flamingos pelo caminho...






Colher cereja no pé...



Chegando à Esquel...


As crianças queria "ver" neve...


Então chegamos o mais próximo que conseguimos...







Na descida, haviam vários Guanacos no caminho...

"O guanaco é um camelídeo nativo da América do Sul, cuja altura varia entre 107 e 122 cm. Pesa cerca de 90 kg. A cor varia muito pouco, variando de um marrom-claro a um mais escuro e canela para sombreamento, com pelagem branca no tórax e no abdômen".



Complejo Hidroelectrico Futaleufú (Trevelin)


No portão de entrada se paga ingresso (que vale para o Parque Los Alerces). Existem lugares para camping espalhados pelo parque.


O Complexo Hidrelétrico Futaleufú é uma hidroelétrica argentina no rio Futaleufú (Rio Grande na língua Mapuche), província de Chubut . Fica a 12 km de Trevelin e 45 km de Esquel , foi construído entre 1971 e 1978 com o objetivo de fornecer eletricidade para a fábrica de alumínio Aluar e destinar o excedente para uso público. O nome oficial da represa é Gral. San Martín. O lago gerado por essa barragem é chamado Amutui Quimey, que na língua Mapuche significa Beleza Perdida .







É possível subir até o topo da barragem, via estrada de terra sinuosa, e apreciar a bela vista do lago e da cordilheira ao fundo.

A barragem do Complexo Futaleufú tem uma altura de 120 metros,  600 metros de comprimento e 10 metros de largura. Existem vertedouros com capacidade para liberar 2.900 metros cúbicos por segundo.











A usina hidrelétrica do complexo fica na margem direita do rio. Possui 4 turbinas Francis de eixo vertical de 118 MW cada, para uma potência total instalada de 472 MW. O salto operacional máximo é de 157 metros.  A energia é transportada de Futaleufú para Puerto Madryn por meio de duas linhas de alta tensão de 330 kV, com extensão de 550 km, cruzando os planaltos patagônicos da cordilheira costeira.

A área do reservatório é a jurisdição da Administração de Parques Nacionais , como parte do Parque Nacional Los Alerces , e as visitas são apenas temporárias, durante as horas do dia.




Saindo do complexo... encontramos essa raposa curiosa...


Parque Nacional Los Alerces



O Parque Nacional Los Alerces (Los Alerces National Park) é um dos principais destinos de ecoturismo da Argentina e um dos lugares mais lindos da Patagônia. Trata-se de uma área natural protegida na província de Chubut, na Patagônia, nas proximidades da Cordilheira dos Andes e da fronteira com o Chile. Los Alerces abrange, desde 1937, mais de 260 mil hectares de vegetação andino-patagônica, em sua maioria formada por bosques de imensos lahuáns ou alerces (lahuán como eram conhecidas as árvores pelos antigos aborígenes; alerce no pós-colonização), além de inúmeros lagos, rios, arroios, cachoeiras e lagunas.

Cascada Irigoyen



Água do degelo...







Chegamos em El Bonsón no final da tarde. Cidade bem agitada, com ótima estrutura contando com vários hotéis e restaurantes.



Depois de devidamente instalados, fomos jantar e passear pela cidade.



Vamos descansar porque amanhã tem mais.

Até a próxima,


Por Patricia Pilonetto


Ingresso Parque: adulto $ 250 pesos cada / crianças $ 60 pesos cada

Pernoite em El Bolsón: Hotel Luz de Luna - $ 1.100 pesos s/ café da manhã, c/garagem.
Total percorrido: 570 Km


Neste site você encontra algumas informações mais detalhadas sobre o parque:
http://instintoviajante.com/parque-nacional-los-alerces-patagonia-argentina/